terça-feira, 16 de dezembro de 2008

indignação

anda p'ráqui uma pessoa a esfalfar-se para pagar colégios privados às miúdas para ter prolongamento de horário (que cá em casa, trabalha-se), e ei-los fechados a 24, 26, 31 de dezembro e 2 de janeiro. hei-de perguntar se fazem o desconto equivalente na mensalidade!
:-((

prodigiosa

...podia ser o nome do meio da L.
num dos muitos desenhos do fim de semana passado (e "presentes" de natal, e "convites" de aniversário) via-se a família completa dentro de casa.
sem olhar, mas atenta à conversa entre ela e o pai, perguntei "e a mana, onde está?"
ela correu até mim e mostrou-me o desenho: "está aqui, mamã"
"onde, na barriga da mãe?", devolvi eu, ainda sem olhar.
"não, no PANO" respondeu ela.
agarrei no desenho. sobre um vestido azul que eu "trazia", via-se uma faixa laranja onde estava desenhado um perfeito bebé: ELA TINHA DESENHADO A IRMÃ COM SLING E TUDO!!
prodigioso, portanto, o desenho da minha pequena de cinco anos... e lindo!
(ai que molho o teclado com baba...)

para uma mãe galinha

eu não sou de chamar nomes a ninguém.
bom... talvez a alguns políticos de vez em quando. ou a alguém com uma saída realmente obtusa.
mas desta vez, foi ela que chamou pintainho ao filhote.
e os pintainhos nascem de ovos chocados por galinhas...!
parabéns, mamã M. benvindo, bebé T.

domingo, 7 de dezembro de 2008

pastelaria santos

apesar da chuva, do pouco tempo, e de muito trabalho, lá me arranjei para fazer as compras de natal. ontem. sozinha. em duas horas. só falta a prenda do pai das pipocas.
adoro entrar na cidade (que agora, acabadas as obras do polis, está de facto muito bonita) e ver as folhas de ácer vermelhas, tingidas de outono: é como se fossem mais visíveis agora do que quando brotam, na primavera... corri a avenida, sem sacos, que os presentes já estavam pensados, e fui ver a F, enquanto lhe perguntava por um brinquedo para a M, a minha sobrinha. (e que linda está a F, tããão grávida!).
no regresso, já chovia, passei pela pastelaria santos para comprar (mais um) pacote de chá gorreana.
para ser uma mercearia antiga, só faltava o cheiro das mercearias e do bacalhau salgado...
e que bem que me soube o café, tomado com tempo contado num canto onde o tempo está há muito parado e o silêncio ainda reina para que quem conversa se possa ouvir...
as iluminações de natal estavam lindas!

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

chás

...das primas, quando nos juntamos todas, de panela, no Brasil, para acordar, ou pela noite fora, a acompanhar o trabalho e para me aquecer, que está um frio incrível e passei o dia com os pés gelados...
chá frio no verão, chá quente no inverno...
chá de maçã e canela: o meu chá preferido de inverno (e o pacotinho fica no lava-louça da cozinha, porque o aroma dura até de manhã!); chá verde gorreana, o meu chá de sempre...
"levar um chá", quando a coisa corre mal, "ter chá" nas relações sociais...
e hoje, noite fora, acompanho o meu chá com bolachas de água e sal e doce de figo cá de casa...
(onde já vai a dieta!)
qualquer dia conto a história das panquecas de domingo à noite...

para a M.

pois é, linda. dizes tu que estás fofa. eu diria que estás linda.
sustos à parte, que esses fazem rugas.
goza cada segundo, sente cada momento. com poesia. com todo o sentimento.
o trabalho pode seguir amanhã...
beijos gordos-os meus!

susto

sem telemóvel, sem contacto, de repente, pelo telemóvel de uma amiga, a notícia: a L. tinha caído e batido com a cabeça. coração nas mãos, "voei" até casa. a médica das urgências terá dito à P. não ser nada de cuidado, mas o facto de ser "em cima" do traumatismo antigo não me deixa sossegada... e tudo porque uma "amiga" lhe puxou a cadeira no refeitório e ela caíu e bateu com a cabeça.
bela metáfora para muitos adultos que conheço!
com amigos destes, quem precisa de não-amigos...?

terça-feira, 25 de novembro de 2008

para a posteridade

ontem, enquanto brincava aos gatos na escolinha, a L. fez uma coisa (perigosa), que já muitas vezes lhe disse para não fazer: debruçou-se sobre a colega que gatinhava à frente dela e que, deixando de ver a amiguinha, se levantou... resultado: um lábio rachado, muito inchado...
a fotografia não foi tirada, porque a P. achou que não ficaria bem...
hoje é dia de ginástica, e outra vez a pergunta: não se importa que fique a marca do lábio?, não quer pôr outra roupa?
e depois?
a vida não é para ser vivida, mesmo que às vezes deixe umas marquitas? (e que elas fiquem de recordação para rirmos mais tarde, quando a dor já tiver passado)

PS: e não é que a miúda não chorou?

ATCHIM!!! Estou de "molho"...

...por dois dias, que não sei se chegarão, rodeada de medicamentos e trabalho.
amanhã, no regresso, logo vejo como me sinto...

PS: Obrigada, primas (ena, uma maiúscula!) pelo vosso apreço. e saudades!

terça-feira, 18 de novembro de 2008

autumn leeves

durante muitos anos, esta era a estação que me lembrava que o verão já se tinha ido e que os frios dias de inverno se aproximavam - uma mera transição entre uma estação apetecida e outra não tão desejada.
com o passar dos anos, as cores de outono passaram a agradar-me tanto quanto as da famosa primavera - e passei a viver esta estação como um prolongar doce do verão e uma espécie de inverno mais suave.
agora, as cores do outono agradam-me tanto como as outras, e nem sequer me choca o voltejar das folhas no ar, caídas das árvores e transportadas pelo vento.
hoje, atravessaram-se-me no caminho, voltejando no ar, folhas amarelas de faia, alaranjadas de plátano (as minhas favoritas, a par das de castanheiro e de carvalho), amarelo desmaiado e castanhas de outras árvores que não sei identificar.
foi quase tão bom como ir para a chuva tentar apanhar gotas de agua com a língua...
e enquanto o tempo arrefece e o trabalho aperta, depois de deitadas as pequenas, aqueço-me com um chá.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

F.

ela já foi para a escolinha.
ela já dorme a noite inteirinha.
por isso, mamou até aos seis meses e um dia.
ela come a sopinha.
ela ficou triste nos primeiros dias na escola e no autocarro (eu também).
ela agora sorri e estende os braços para quem a recebe.
ela já se senta.
ela adora o pai e a irmã.
a mamã?
adora-a a ela...

obrigada por este tempo de privilégio, querida filha...

orgulho sem qualquer tipo de preconceito

confesso que, bastantes mais vezes do que as que desejaria, me impaciento com as coisa de casa e com a L. de facto, desde que voltei ao trabalho, semana ou fim de semana, parece sempre existir um sem número de coisas que têm de ser feitas. mais, com a partida da M. passei a acumular todo o trabalho. como as pequenas têm horários aos quis não posso fugir, para garantir algumas coisa só se fôr em casa, noite fora... quando o que mais me apetecia era dormir!
mas há igualmente inconfessáveis momentos de orgulho.
ontem recebemos a visita da madrinha T., que veio apresentar à L. o novo namorado. naturalmente, eu e o pai preparámo-la para o facto de ir encontrar a madrinha junto de uma pessoa diferente daquela a quem se habituara.
não colocou grandes questões... mas elas choveram para a madrinha e o (novo) padrinho quando chegaram! para rematar qualquer má impressão que poderia ter restado ao C., quando ambos a foram deitar, a pequena L. sussurrou à madrinha: quando é que tu e o padrinho C. se casam?, suscitando as naturais gargalhadas a ambos.
certo é que ela terá dormido mais sossegada com a resposta... e eu babada com a sinceridade, correcção e candura da minha filha mais velha...

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

o aniversário

26-9
por uma vez em sete anos, eles brindaram com champanhe, junto a toda a família. houve arroz de marisco e bolo de chocolate recheado de chantilly e frutos silvestres.
as crianças estavam tranquilas, e eles, vitoriosos por mais um ano juntos, gratos por mais um dia, por uma hora de cada vez.
ela retomara o trabalho e chorava desde que chegara a casa.
tudo mudara, mas tudo estava igual.
não era a mudança que a assustava - bastava apenas adaptar-se ao que era novo!
eram as pessoas que não mudariam jamais que a tinham magoado. e por isso, apesar da aflição das crianças, misturada com a alegria de ser dia de festa, ela chorou ao chegar, chorou ao amamentar, chorou ao cozinhar, chorou enquanto se alimentava. e sentiu, uma vez mais, uma perda imensa dentro de si.
mais uma vez, ela sentia que se perdia num espaço-tempo extraordinários, longe dos outros...quem lhe dera!

por atacado II - de volta ao trabalho

22-9
muitos meses depois, a M. parece estar a terminar as mudanças já previstas. hoje liguei-lhe. fiquei triste porque a senti bem mais distante que noutros tempos. parece ter-se esquecido da cumplicidade que devemos ter, cada uma no seu papel, para que as coisas cheguem a bom porto. certo é que também eu vou precisar da sua ajuda. talvez seja apenas o desgaste que as mudanças operadas lhe causam - até porque não me parece que ninguém lhe esteja a facilitar a vida.

quanto ao L., percebo que continua a pôr-me no lugar da FC e a sentir-me como antagónica: nem me deixou acabar a frase quando lhe disse que ia precisar da ajuda dele (supervisão) para melhor responder às solicitações/necessidades da empresa... sinto, pois, que continuo sem direito a espaço próprio...

claro que "os cromos" da equipa (não estou a falar de ti, JJ), e mesmo os que têm por hábito ser mais moderados, já se aperceberam da conjuntura e estão a fazer o seu papel...

Lamento muito, por todos nós!!
(e só vou começar amanhã...)

sofistas

chateia-me solenemente a mania que certas pessoas parecem ter de que tudo o que dizem é científico e dotado de significado afectivo, por desprezo e contraposição ao que exprimem todos os outros ao seu redor, que depreciativamente designam de poesia e filosofia. só gostava de lembrar a tão doutas personalidades que, apesar de ter sido morto com cicuta, ainda hoje todos falam de Sócrates (NÃO É ESSE!, É MESMO DO FILÓSOFO QUE ESTOU A FALAR!) e do seu método. aqueles que o denegriam? ficaram para a história conhecidos como sofistas. sem consultar nenhum livro, comuns mortais, dizei-me: LEMBRAM-SE DE ALGUM?!? (lol)
convinha, se calhar, não nos esquecermos da humildade deste filósofo, sobretudo aqueles de nós, que acham que por terem "inventado" um novo significado para as palavras (dizem eles) são mais diferenciados... esquecendo-se que as línguas que não são faladas por todos são consideradas MORTAS!:-))

(vem isto a propósito de umas mensagens meio idiotas que me enviaram para o telemóvel há um ano atrás e para as quais abri espaço para dar resposta nessa altura. só me chateia que isto que escrevo hoje não me tenha ocorrido então!)

"pasteleiras"

durante muitos anos, a cidade mais próxima era considerada, por quem vinha de fora, como uma espécie de mini-Pequim, tantas eram as bicicletas que por ali circulavam (anos mais tarde, seria lá criada a primeira ciclovia do país). recordo uma história caricata, durante uma aula do secundário, em que uma professora da zona de aveiro, referia a confusão que lhe fazia ver senhoras de saia justa, carteira a tiracolo, sapatos de salto que iam... de bicicleta para o trabalho: é que ela não percebia como conseguiam!
Verdade seja dita que, nos últimos anos, a bicicleta passou a ser vista mais como um meio de reunir amigos e família em passeios... mas os tempos não perdoam e o custo dos combustíveis também não. e eis que um destes dias, o meu pai reabilitou a sua velha bicicleta de homem - sim, daquelas com o quadro triangular, pretas, com o selim de cabedal e com molas. o que é curioso é que o mesmo parecem ter feito muitos dos habitantes locais, reabilitando para o trânsito bicicletas com trinta e tal anos - as velhinhas pasteleiras...e viva a reciclagem!
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por atacado

como o tempo útil para blogar escasseia, quando venho, faço-o por atacado...
amanhã já vou voltar ao trabalho. tenho andado um pouco chorona. é óptimo que a F. esteja a crescer, linda e saudável, mas estes tempos vão deixar-me iremediavelmente cheia de saudades. sobretudo porque, da L, arrumei as suas coisas a achar que serviriam para um irmão ou irmã. já da F. cada brinquedo que arrumo ou roupa que dobro, recorda uma história, que não vou conseguir lembrar daqui a algum tempo - e fico nostálgica...
o papá fez anos ontem, mas fomos também à festinha da IF, a melhor amiga da L. escusado será dizer que nos viémos embora e os pais dela vieram trazer a L. muito mais tarde a casa...ficou prometido um fim de semana por cá, com as duas, um destes dias... quanto ao papá, adorou o bolo (tal como a minha mãe e o meu pai) e o presente.
eu? estou exausta, pois "armei-me" em pasteleira e parece que fiz bolos para oferecer a toda a gente que conheço e que faz anos neste último mês. e são muitos: a R, a 29/8, o meu pai, a 7/9, a C, a 10, a minha mãe, a 16, o papá, a 21, o nosso casamento, a 23 (sim, isso mesmo:O DIA EM QUE VOLTAR AO TRABALHO...). felizmente, ainda há bolo!:-)

estamos crescidos

14-9
quando estava grávida da F. e a L. ainda não sabia, saiu-se com esta "pérola":
Ó pai, a mãe está grávida? desconcertado, o pai respondeu-lhe não, está ficar mais gorda na barriga.e ela tornou-lhe, com o ar mais sério deste mundo: pois é, papá: eu estou a crescer para cima, a mãe está a crescer para a frente, e o pai está a crescer para os lados.
nascida a F., estavam eles a ver tv no sofá, o pai esticado a descansar, enquanto tentava que a L. não fizesse da barriga dele trampolim. ela pergunta-lhe pai, porque é que estás a ficar tão pançudo? na cozinha, eu ouvi-os na risota e fui ver o que passava. resposta minha pelo pai, completamente desconcertado com a saída da miuda: porque come muitos doces. escusado será dizer que ela não se calou e tornou-me com um também eu e estou magrinha!
mas a pequena tem resposta para tudo aos cinco anos?

invejosa

dito assim, soa feio. fui ver o vermelho morango. e fiquei a pensar quanto gostaria de fazer apenas algumas daquelas coisas boas e lindas! quanto a algumas, sei bem que diferentes talentos temos e que, com um pouco de tempo e organização, tudo se faz! em relação às restantes... só em sonhos! diria que as nossas vidas se afastaram um pouco...

no tempo dos monges copistas...

13-9
... poderia ser assim que me sinto! o mal de não ter um portátil ultraleve e ultrapequeno daqueles modernos é que, para manter o blogue actualizado, vai por atacado e depois de copiar do manuscrito que anda sempre comigo no carro...

hoje fui ao C. para falar com o L. sobre o regresso ao trabalho. para ele ficam duas notas, até porque me encontrei com a FC no caminho:
1.ao encontar-me com a FC. apercebo-me de que, para alguns de nós (se calhar para muitos de nós, se calhar, para todos), apenas o tempo e a cordialidade forçada das relações profissionais nos obriga a posturas mais contidas. apesar disso, existirão sempre "ódios de estimação", e o L. penalizar-se-á sempre (imagino eu) pela sua relação com a FC e utilizará o nome dela para me chamar. já ela, de cada vez que me encontre, tentará sempre denegrir a imagem dele...
2. entre nós, L.: já reperaste que nunca pareces ter espaço/tempo para mim quando o peço em termos profissionais? e mais tarde, apontar-me-ás o facto de não te pedir ajuda!!

PARA A PRIMA P.
às vezes achamos a vida madrasta, imcompreensivelmente má para connosco. como não acredito em coincidências, poderia dizer-te que, tanto para o riso como para as lágrimas, a vida apenas nos traz aquilo para que estamos preparados para acolher dela (a frase não é minha, mas faz-me muito sentido)... porque às vezes somos mesmo mais resilientes do que imaginamos! beijos gordos.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

mania das limpezas

12-9

há uma semana, com as duas na sala de jantar,
a L. diz-me vou à casa de banho, mamã!
como de costume, a "ida" prolongou-se. chamei-a e não respondeu. abriu a porta da cozinha e com um sorriso triunfante naquela carita de cinco anos respondeu olha, limpei, mamã!, enquanto apontava para o chão da cozinha parcialmente molhado. estiquei o pescoço e vi que o hall das traseiras já estava lavado. e bem! confesso que foi dífícil não rir nem me zangar. é que a pequena tinha-me visto atarefadíssima a arrumar depois de ter feito um bolo para o aniversário do avô, com pouco tempo - e meio a correr - para lhe dar muita atenção, e resolveu resolver-me o problema - e vai de lavar o chão. o problema é que a esfregona têm uns bons dois palmos a mais que ela e o chão ficou um pouco... molhado demais...!
o mais engraçado é que se eu lhe pedir para ela arrumar os brinquedos dela, é bem provável que eles tenham de se arrumar sozinhos...

queimei as panelas

12-9
queimei as panelas
o cenário: a cozinha
o dia: um daqueles em que o gajo não está em casa à hora do jantar e dos banhos.
o filme: a L.vê TV (bem contra minha vontade...) e vai perguntando da sala tudo o que não percebe nos morangos com açucar (e eu vou respondendo como posso, entre protestos e colheres de sopa); a F. está sentada na espreguiçadeira, que está sobre a mesa da cozinha, e resmunga de cada vez que atraso um segundo a dar-lhe mais uma colher de sopa ou fruta. atrás de mim fervem quatro tachos e panelas: uma com doce de kiwi, um com bifes de cebolada, uma com massas e outra com sopa
O resultado: o doce verteu, os bifes não se pegaram (por uma vez!, que desde que sou mãe de duas já peguei mais comida ao fundo dos tachos que nos 36 anos anteriores - e ainda só lá vão cinco meses...), a massa ficou al dente e a sopa não pegou por um triz. a F. e a L jantaram a horas, mas a mais velhita teve que esperar pelo pai para ter direito a banho e a mimos de mãe... UFA!

babies'r'us

12-9

só para recordar:
-na família já nasceram este ano a MS, a Mf, e a M. vai nascer o filho (finalmente, um rapaz!) do primo H, mas em frança, e a F. está gravida (e já se fazem apostas sobre o sexo do bebé).
-entre amigos e colegas: a M. espera um T. lá para dezembro e a S. um rapaz, em outubro ou novembro. Vi também hoje a C. que vive ao fundo da rua, e está gravidíssima (tendo em conta que tem o corpo de uma miuda de dez anos...) de quatro meses e meio... é impressão minha ou o "pessoal" tirou o ano para inverter o envelhecimento da população portuguesa?!

teimosamente...

25-8
... a L. dizia-nos na viagem:isto não é a serra da estrela! teimava o pai, até à exaustão:é, são estas montanhas todas! tornava a pequena: ai não é não! onde é que estão as estrelas, papá? (lol) o que imaginava ela que era uma serra, afinal?!
agora, a todas as horas pergunta significados de palavras, que invariavelmente não coincidem com o seu imaginário! um dia, ainda vai inventar histórias...

miniminiférias...

25-8
de fugida, viemos à Serra da Estrela e acabámos por ficar num cantinho... onde cada espaço é um poema!

espelhos

18-8

um destes dias, no parque de estacionamento de um hiper da zona, assisti à entrada de uma família num carro: filha cabisbaixa e calada, filho em birra e pranto, avó meio constrangida e mãe zangada. a avó pedia ao neto: filho, porta-te bem, que se a tua mãe te ouve manda-te para o teu pai! acto contínuo, a mãe faz essa mesma ameaça ao filho. ele chora ainda mais. a mãe bate-lhe na boca enquanto lhe põe o cinto. ele implora não me mandes para o pai, mãe! esta, de costas para mim, (que amamentava a F. dentro do meu carro), vociferava ameaças incompreensíveis em tom baixo e agressivo. bateu com a porta e sentou-se no lugar do condutor. ligou o telemóvel e pareceu-me "ler" a seguinte conversa nos lábios desta mãe: está? estás em casa? o teu filho portou-se mal. não estou para o aturar. vou-to levar depois de jantar. tchau. fim de conversa. o miúdo continuava a suplicar à mãe que não o levasse. a mãe arrancou e ia atropelando um peão que seguia em direcção ao seu próprio carro, parado mais à frente.
reflexão 1: uma criança que tem tanto pavor de ficar junto de um progenitor, não terá razão para tal? e o outro progenitor não devia tentar protegê-la?
reflexão 2: porque permitimos que a nossa zanga se agigante de tal forma que nos impeça de proteger quem mais amamos - ao contrário, parece fazer deles as suas vítimas preferidas!
reflexão 3: e então tu, mamã chicharrinha, como tens protegido as tuas chicharrinhas da tua zanga contigo mesma e com o gajo?
reflexão 4: há espelhos que nos chegam de cada forma!
reflexão 5: ai de ti, chicharrinha, se algum dia fazeres uma figura triste destas com as tuas crias! ralhar, exigir e educar não é ignorar sofrimento!

Ui...!

18-8

às vezes, assusto-me pela exigência que sinto que coloco na educação da L. desta, seja bom ou mau, logo se verá o resultado. contudo, vão-me chegando algumas pérolas da pequena, no meio das tolices próprias da idade.
5ª feira, na casa da prima H.: a tua L. tem uma psicologia espectacular, dizia a prima V. como percebeu que a H. tem vergonha de usar cuecas de treino e estava amuada, resolveu vestir umas iguais para a prima não se sentir mal!
6ª feira, já em casa e depois de ter dormido quase todas as noites da semana fora, em casa da avó:
então mamã, tu e o papá tiveram um bom descanso? (olhei para ela perplexa: hein?) é que como vocês estão cansados, achei que se eu dormisse em casa da avó, vocês iam descansar mais!
SUSTO!!! ONDE É QUE A CACHOPA, QUE SÓ TEM CINCO ANOS, VAI BUSCAR UMA PREOCUPAÇÃO DESTAS EM CUIDAR DOS OUTROS?!?
(shame on you, mamma!que profissão a minha!)

jogar às escondidas

18-8

de tanto tentar que não devassem os pensamentos que gosto de guardar, desisti de escrevê-los, apesar das múltiplas e belas ofertas de livros artesanais que me vão chegando. o destino da maior parte deles é ficarem com umas poucas páginas escritas, pouco comprometedoras e expressivas da minha vida interior. tanto assim é que me chateia um pouco o hábito que fui cultivando de, paralelamente às minhas rotinas diárias, ir mantendo uma série de reflexões sobre os mais variados assuntos. em boa verdade, às vezes tenho pena de não as registar, pois poder-me-iam ser úteis mais tarde. o problema é quando neste rol, entram as mais rematadas imbecilidades

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

só para me recordar...

11-8

Gasolina 95 em Portugal:1.46€; gasolina 95 a 1 km de Portugal (fronteira do concelho de Marvão): 1.17€...
estamos de férias há 5 dias e vamos ficar mais um. com puco dinheiro, apercebmo-nos que vamos gastar mais em alimentação que na estada, apesar das mordomias: um quarto enorme, um WC com polibain e banheira, pequeno almoço gourmet, piscinas... um mimo! (que nós merecemos)

precisa-se...

5-8

...bons cuidadores! há algum tempo, a M., em conversa com uma amiga, dizia-lhe: não tens de gostar do teu terapeuta(...) então, encara a hipótese de mudar: às vezes, nem sempre acertamos naqueles que escolhemos para serem nossos cuidadores... assim mesmo. de facto, não devo ter muito jeito para isso. porque é que será que, de súbito, o obstetra que me acompanhou na gestação da L. e o seu pediatra me parecem uns imbecis? é mania minha ou seria de esperar que, pelo menos, enquanto profissionais, me esclarecessem as dúvidas? ok, desdramatizem a seguir, mas podem ao menos ouvir as minhas perguntas e responder sem ser com uma não resposta?? e sobretudo, se precisam de mais pacientes para fazer face ao vosso oneroso estilo de vida podem, pelo menos, tomar notas sobre os pacientes para não fazerem figuras tristes?? é que os euros que vos pago são bem suadinhos...

PS: o mesmo se aplica ao colégio da L, que lhe trocou a escova de dentes e a deixou apanhar um escaldão no recreio! arre para tanta displicência!

L&F

4-8

que saudades vossas em pequeninas! que irónica esta entrada! é que a F só tem três meses... (neuras!)

neuras

4-8

devia existir uma escala de neuras. chateia-me que se chame depressão a quase tudo, com a pretensão de se ser diferenciado, quando isso só promove a indiferenciação! não podemos estar chochos, tristes, com a neura? aborrecidos, enfadados ou, sim, efectivamente deprimidos? que tempo é este onde se promove o reconhecimento de sentimentos para, logo a seguir, se promover a sua formatação e o encaixe num formato pré definido? viva a neura! (e a falta de sono - finalmente pu-lo hoje em dia!)
PS: viva a confraria da sesta!

eu não devia pensar

1-8

às vezes dou comigo a pensar que se todas as mulheres pudessem ter os filhos que querem, quando querem, com quem querem, sejam 10 ou nenhum, indiferentes às pressoes sociais ou monetárias, talvez a taxa de depressões, de somatizações e de natalidade não fossem aquilo que são...
às vezes penso que gostava de viver em Lisboa... para vivê-la, não para corrê-la...
e nisto, pensando bem, se não tivéssemos que medir e pesar cada segundo de cada dia das nossas vidas e condicionar, assim, as nossas opções, talvez sorríssemos mais, deixando de ser tão cinzentões.
quem me dera poder fazer isto de vez em quando! pena que a isto os comuns mortais chamem loucuras...!

Está mau para a pesca...

estou por aqui a pensar se, nos dias que correm, sirvo para algo mais que reservatório de leite e banco a dias...